Faccat sediou encontro sobre resiliência

Por / 7 meses atrás / ESPAÇO FACCAT / Nenhum Comentário

Faccat sediou encontro sobre resiliência
As Faculdades Integradas de Taquara (Faccat) sediaram o I Encontro do Vale do Paranhana Resiliente, na última quinta-feira, dia 22 de junho, à noite no campus. O evento iniciou com apresentação dos resultados do projeto de Pesquisa do Vale do Paranhana Resiliente, elaborada pela professora Claralucia Machado e pela bolsista da iniciação científica, Fernanda Fülber.

Conforme a professora, o objetivo foi promover um debate inicial sobre o tema, que deverá ocorrer anualmente, a partir desta pesquisa, traçando um cenário para os próximos dez anos nas cidades do Vale do Paranhana.

Na sequência, ocorreu o painel “Como percebemos e tratamos a resiliência? ”, mediado pelo professor Roberto von Mengden, com a presença de Luiz Henrique Pantaleão, Cláudio Costa, Rosnei Alfredo da Silva e Juliano Mapelli.

Na ocasião, o executivo comercial do Sindicato da Indústria de Calçados e Componentes para Calçados Três Coroas, Juliano Mapeli, disse que a iniciativa vem ao encontro do que a entidade já pratica, desde 1996, gerenciando os resíduos sólidos com reaproveitamento e destinação de recursos que já foram canalizados, inclusive, para a construção de 70% da sede própria da entidade e compra de câmeras de monitoramento para a cidade. “Somos o primeiro polo calçadista que zerou o passivo ambiental este ano. Todos os nossos resíduos são destinados dentro dos moldes da legislação ambiental”, destacou.

O diretor financeiro da Calçados Bibi, presidente do Sindicato das Indústrias de Parobé e presidente do conselho deliberativo da Associação Brasileira do Calçado (Abicalçados), Rosnei Alfredo da Silva, lembrou que, em 2016, o setor produziu 950 milhões de pares de calçados, sendo 126 milhões para exportação, o que gerou um faturamento de 1 bilhão de dólares. Segundo ele, são 8 mil empresas que se relacionam com 150 países no mundo todo.

Diante disso, reforçou que o setor já passou por crises de hiperinflação e se tornou bastante resiliente. “Quem sobreviveu aos tempos da hiperinflação são pessoas diferenciadas”, salientou o empresário, enfatizando que hoje o grande concorrente do setor calçadista é o comércio virtual, enquanto as pessoas, equivocadamente, ficam brigando com a loja da frente.

Já Luiz Henrique Pantaleão, assessor de projetos e processos do Centro Integrado de Comando da prefeitura de Porto Alegre, reforçou que, se quisermos ser resilientes, é preciso criar uma estrutura que não dependa do momento político. “A resiliência tem que acontecer a partir das cidades”, argumentou.

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