Entrevista com Leoveral Antônio Goulart da Encarnação

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Leoveral

Entrevista com Leoveral Antônio Goulart da Encarnação, 52 anos, corretor de imóveis. Pioneiro na locução radiofônica de música gaúcha no Vale do Paranhana. Sócio Fundador do CTG Sangue Nativo.

Foi o mais jovem gaúcho coordenador da 12ª Região Tradicionalista. Foi membro do Conselho do MTG e atualmente é conselheiro do CBTG.

Fale um pouco sobre seu envolvimento com o tradicionalismo até os dias atuais?

Sou filho de pequenos produtores rurais do interior do Estado, cidade de Tupanciretã, localidade de Jarí, hoje município emancipado. Aos 15 anos fui morar sozinho em Sapiranga em busca de melhores dias, para trabalhar e estudar. Logo em seguida me associei ao CTG Pedro Serrano, quando aos 20 anos fui vice-patrão, com 22 anos fui coordenador da 12ª Região Tradicionalista (o mais jovem da história do Rio Grande).

No ano de 1995 vim para Parobé e no mesmo ano ajudei na fundação do CTG Sangue Nativo. A partir de 1998 fui conselheiro do Movimento Tradicionalista Gaúcho (MTG) por seis anos. Período em que fui secretário geral, Vice Presidente Administrativo e Presidente da Comissão de ética, ocupei também o cargo de tesoureiro e vice-presidente da Fundação Cultural Gaúcha do MTG, fiz parte da Junta Fiscal e hoje sou secretário geral da Confederação Brasileira da Tradição Gaúcha (CBTG).

Fui Apresentador Oficial do ENART por cinco anos, também fui apresentador do Espetáculo Único, reunindo os Campeões do ENART 2003 no Teatro do SESI em Porto Alegre, onde ocorreram dois programas Galpão Crioulo, da RBS TV.

Fale sobre sua carreira no rádio?

Fui apresentador de rádio por muitos anos na Rádio Taquara, com os programas Canta Rio Grande e Alma Brasileira. Também atuei na Rádio Parobé FM, com os programas Bom Dia Trabalhador e Canta Rio Grande.

Atualmente, tendo em vista a função que tenho na CBTG, tenho viajado de vez em quando pelo Brasil, estive em Rondônia e Curitiba no ano passado, mais recentemente em Jataí, Goiás, e em novembro estarei em Lajes, Santa Catarina.

Convivo no Movimento Tradicionalista desde menino, tenho o tradicionalismo como uma filosofia de vida, onde se leva muito a sério os valores éticos e morais. Sou divorciado, tenho três filhos, dois meninos que moram comigo e uma menina que mora em São Paulo, há quatro anos.

Em sua opinião, como está a participação dos parobeenses nos eventos tradicionalistas do Vale do Paranhana?

Parobé vem se destacando no meio tradicionalista há bastante tempo, com os CTGs Sangue Nativo e DTG Querência Azaleia. Além dos CTGs da Fazenda Pires, Santa Cristina e Morro da Pedra, sendo que no ano passado o CTG Sangue Nativo se classificou para a Força A do ENART deste ano.

Quais são suas expectativas em relação à Semana Farroupilha?

As expectativas sempre são as melhores, a Semana Farroupilha acende dentro de nós tradicionalistas, a chama de amor, respeito e fraternidade. Que são algumas das marcas registradas do povo Gaúcho. Tenho dito nas minhas andanças por aí a fora, que ser Gaúcho não se limita a ser nascido no Rio Grande do Sul, quem nasce no Rio Grande do Sul geograficamente, é Sul Rio Grandense. O Gaúcho não tem fronteiras, pode ter nascido no Rio Grande ou em qualquer parte do mundo, que é tão ou mais Gaúcho, quanto nós que nascemos aqui.

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