A Cidade de Parobé

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Localização

Parobé é um município do Rio Grande do Sul, que e faz parte da microrregião 26, região Metropolitana de Porto Alegre ou grande Porto Alegre como é conhecida.

O município está situado ao norte deste conjunto. Parobé está situada a nordeste do Estado com as seguintes coordenadas geográficas:

Latitude Sul: 29º45’11”;

Latitude Oeste: 50º42’11”.

Com uma superfície de 104 km², ocupa apenas 0,04% do território Gaúcho, que é de 282480 km². Dessa superfície, 65 km² são de área urbana e 35 km² de área rural. Parobé tem uma população estimada em 51.634 habitantes segundo o IBGE.

Limites

Limita-se ao Norte com Igrejinha, ao Sul e a Leste com Taquara e a Oeste com Araricá e Nova Hartz.

Origens e fundação de Parobé – um pouco de história

Situada na confluência dos rios dos Sinos e Paranhana, mais precisamente em sua margem direita, Parobé surgiu na segunda metade do século XIX do desmembramento da Fazenda de José Martins.

Sua grande propriedade com, aproximadamente, três léguas quadradas, era denominada de Nossa Senhora da Conceição do Funil, devido ao arroio que a atravessava e em cuja margem Martins construiu um belo sobrado.

Ali viveu desde meados do século XIX, entre 1830 até sua morte em 1866. Mas bem antes iniciou-se um processo de divisões sucessivas das terras entre seus descendentes. Alguns lotes ou colônias de terras como eram conhecidas, foram vendidas aos colonos alemães que chegaram em 1846 com Tristão Monteiro.

No final do século XIX havia por aqui uma série de pequenas e médias propriedades rurais atravessadas pela antiga estrada da serra e a estrada para Taquara, mas as principais vias de escoamento da produção continuavam sendo os rios, principalmente o Sinos.

Essa situação começou a mudar com a construção da estrada de ferro da antiga VFRGS, trecho de Novo Hamburgo a Taquara. Em volta da estação dos trens estruturou-se uma povoação. Esta, por falta de uma referência mais expressiva tomou por empréstimo o nome dado à estação, numa homenagem ao Engenheiro João Pereira Parobé, secretário de obras do Estado e responsável pela obra. A partir de sua inauguração, no dia 15 de agosto de 1903 a povoação cresceu rapidamente. Já, em 1906, instalou-se o Cartório e Registro Civil e, em 1908, foi elevada a categoria de 3º distrito de Taquara.

A economia baseava-se na produção agrícola, principalmente, a mandioca. Na vila, alguma produção artesanal realizada por carpinteiros, ferreiros, funileiros, sapateiros, uma pequena hospedaria e armazém de secos e molhados abasteciam a população. De mais significativo, havia uma serraria e moinho de grãos, algumas atafonas e a casa atacadista do Sr. Albino Schaefer, que comprava e exportava a maior parte da produção agrícola local.

A sucessiva divisão das propriedades rurais transformou-as em minifúndios, tanto que já não apresentavam condições de sobrevivência para as novas gerações. Alguns jovens migraram em busca de trabalho para cidades como Porto Alegre e, principalmente, Novo Hamburgo. Outros, com maior espírito empreendedor e algum capital, começaram aqui mesmo a montar as primeiras fábricas, especialmente, de calçados.

Abriu-se, então, na década de 40, uma nova fase de crescimento para a vila que, de certa forma, permanece até hoje.

Inicialmente essas fábricas apresentavam trabalho para os moradores da povoação, mas logo começaram a atrair os habitantes da zona rural e de municípios próximos, como Rolante, Santo Antonio, São Francisco de Paula.

Já, num segundo momento, na década de 70, o início das exportações de calçados fez com que as empresas crescessem, aumentando o número de empregos. Uma nova onda de migração trouxe para cá pessoas vindas de municípios mais distantes e, até de outros estados. A população cresceu muito rapidamente fazendo aflorar um sem número de problemas: carência de moradias, escolas, hospital, bancos, telefones, rede de água, pavimentação de ruas etc. Taquara já não tinha condições de atender as necessidades do seu distrito.

O descontentamento tomava conta da população. Formou-se então em 1980, uma comissão Emancipacionista, para tornar Parobé um município independente de Taquara. Em conseqüência, no dia 25 de novembro de 1981, a Assembléia legislativa aprovou o pedido de emancipação, marcando o Plebiscito para o dia 28 de março de 1982. Nesse dia, 91% dos votantes aprovou e no dia 1º de maio o então Governador Amaral de Souza sancionou a Lei nº 7646, criando o novo município de Parobé.

Primeiros Habitantes:

As primeiras pessoas que habitaram a região de Parobé foram os indígenas.

Onde hoje vemos casas, ruas, estradas, fazendas, etc., era antigamente, na maior parte, uma grande floresta com diversos tipos de árvores, principalmente a araucária.

Os indígenas que habitaram essa região, desde mais ou menos 3000 anos atrás, viviam nestas matas.

Não moravam sempre no mesmo lugar e se locomoviam de acordo com a quantidade de alimentos que encontravam (eram nômades).

Moravam em cavernas nos morros ou mesmo em cabanas construídas com materiais encontrados nas matas (cipós, madeiras, folhas de coqueiros, etc.) localizadas próximas dos rios, lagos ou mesmo vertentes, para terem água em abundância.

Os primeiros povoadores brancos chegados aqui na região mais ou menos nas últimas décadas do século XVIII, eram os luso-brasileiros, vindos de Santo Antonio, Viamão, Gravataí e outros lugares, e mesmo alguns imigrantes portugueses.

Origem do nome Parobé:

Em 1904 foi inaugurada a estação ferroviária que recebeu o nome Parobé, em homenagem ao engenheiro João José Pereira Parobé, secretário de obras públicas do estado e engenheiro responsável pelo projeto ferroviário Novo Hamburgo – Taquara -Canela.

Assim, a própria localidade passou a ser denominada Parobé.

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